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O uso da biometria para identificar pessoas e proteger informações tem se tornado comum. A tecnologia está presente no ambiente de trabalho, serviços públicos e nos caixas eletrônicos dos bancos. Em casa, quando desbloqueamos os aparelhos celulares por meio da leitura das digitais ou da face, também utilizamos biometria.

Nas empresas, o uso é crescente e a identificação biométrica foi adotada em diferentes processos, garantindo segurança e conforto aos funcionários.

Mais eficiente e seguro, o reconhecimento de pessoas com base em suas características físicas facilita atividades rotineiras que exigem a utilização de senhas numéricas, evitando fraudes. No meio de tantas chaves e números, quem nunca sucumbiu à tentação de anotar senhas em papéis, agendas ou arquivos para facilitar a recuperação em caso de esquecimento?

Leonardo David Gomes Soares é gerente de contas da Fujitsu Brasil

A biometria é mais conveniente e segura do que os sistemas tradicionais de senhas e cartões. O elemento de identificação é parte da pessoa. Já que não existe uma senha, ela não pode ser esquecida, copiada ou falsificada.

 

 

 

Em um recente relatório de tendências realizado pela Ericsson, por meio do ConsumerLab, ficou claro que os consumidores esperam que a tecnologia digital opere, cada vez mais, em termos humanos, transformando o corpo na principal interface do usuário.

No estudo, duas em cada três pessoas entrevistadas acreditam que, em apenas três anos, usaremos linguagem corporal, expressão facial e toque para controlar a interação do consumidor com dispositivos tecnológicos.

Hoje, já é possível encontrar essa tecnologia em todos os setores da indústria e camadas da sociedade. Os bancos usam biometria para autorizar operações financeiras como saques. Para isso, equipam os caixas eletrônicos com sensores biométricos.

Nos serviços públicos, o caso mais abrangente é o do sistema eleitoral. A justiça eleitoral está cadastrando, desde o pleito de 2012, a biometria dos eleitores para identifica-los no dia da votação.

Nos lares, as pessoas têm instalado biometria para automatizar o acesso à residência, substituindo o uso de chaves. Também é crescente o desbloqueio de aparelhos eletrônicos, como smartphones, pela leitura da impressão digital e reconhecimento facial.

A biometria apresenta diversas opções de autenticação: impressão digital, leitura da íris, reconhecimento facial e vascular. Entre as soluções mais confiáveis, está o reconhecimento vascular da palma da mão, que tem se destacado pela precisão. A técnica apresenta a menor taxa global de falsa aceitação – característica que determina quão precisa é a tecnologia e, consequentemente, a qualidade e segurança de legitimidade.

Tal qualidade se deve à complexidade do mapa de veias na palma da mão (que contém cerca de 5 milhões de pontos de referência). A “informação venosa” está oculta na pele do indivíduo – dificultando a cópia da característica biométrica – e é mapeada por ondas de luz próximas ao infravermelho.

Em 2014, a Ministra da Defesa da Alemanha, Ursula von der Leyen, teve suas impressões digitais clonadas por um hacker, a partir de fotografias feitas com uma câmera comum. A identidade biométrica de Ursula estaria protegida pelo uso do reconhecimento vascular, uma vez que imagens da estrutura venosa são obtidas apenas com equipamentos especiais.

O reconhecimento vascular é promessa de segurança em diversos setores, desde escolas, hospitais, aeroportos, condomínios comerciais e residências. Pessoas com cicatrizes nas mãos, trabalhadores rurais ou um que tenham, por algum motivo, muito desgaste da pele podem ter problemas de autenticação da impressão digital, o que já não ocorre com as veias da palma da mão. Mesmo entre gêmeos idênticos, o padrão vascular é totalmente diferente em todas as mãos e se mantém o mesmo durante toda a vida do indivíduo.

Crédito da foto de abertura: Vanessa Bumbeers via Unsplash

* As opiniões expostas neste artigo são de responsabilidade do autor. 

 

 


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One thought on “Biometria é estratégica na proteção dos dados”

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