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Programa malicioso – ou malware – é o termo utilizado para definir códigos criados para invadir, atacar e espionar dispositivos e computadores. Em geral, eles se agrupam em categorias como vírus, espiões, cavalos de troia, worms e rasomwares. “São escritos para permitir a prática de crimes virtuais,  capturando dados e prejudicando sistemas”, resume Thiago Bordini, diretor de Inteligência cibernética do Grupo New Space.

 

Protegidos pelos seus teclados, os criminosos se aproveitam do conhecimento em programação para praticar, na maior parte dos casos, estelionato – crime caracterizado pela obtenção de vantagem ilícita, prejuízo a outra pessoa, uso de meio ardil (ou artimanha) e táticas para enganar ou induzir ao erro. Exemplos do mundo real são o golpe do bilhete premiado da loteria e o do falso emprego.

Bordini, do Grupo New Space: é preciso ficar vigilante para evitar ataques virtuais.

Especialista em computação forense, Bordini já viu de tudo no crime virtual. “Cada programa tem uma função diferente”, diz. O problema está na escala. Em vez de o bandido abordar vítimas uma a uma para aplicar o golpe, os programas maliciosos correm a internet como fogo em rastilho de pólvora.  Atacam, ao mesmo tempo, milhares de dispositivos.

 

Computadores, tablets, aparelhos de telefonia celular, televisores, videogames, etc. Nada está imune. Alguns códigos buscam brechas de segurança em sistemas operacionais desatualizados. “Este tipo de invasão não requer ação da vítima, como clicar em um link ou baixar um arquivo”, diz. É como se os programas tivessem uma chave-mestra para entrar em casas com fechaduras antigas. “É importante manter os equipamentos atualizados”, reforça.

 

Como no mundo real, os larápios virtuais contam com a boa fé e a distração das vítimas. A mesma lógica do bilhete premiado na loteria invadiu os e-mails, com oferta de dinheiro e prêmios. Príncipes árabes ou africanos – em mensagens mal escritas –  oferecem altos valores em troca de pequenos favores.

 

Até promoções comerciais entraram no esquema. Preços bons demais para ser verdade, deixaram as páginas dos classificados e encontraram terreno fértil na internet. Invadem também a caixa de e-mail. As quadrilhas usam irregularmente marcas conhecidas para “fisgar” o usuário, oferecendo um produto a preços muito inferiores aos encontrados no mercado. “Quanto maior a vantagem, maior o sinal de alerta”, comenta o especialista.

 

Outra ação comum é o golpe dos boletos falsos. Diante do susto, a pessoa abre o link do e-mail e, com isso, a porta para a entrada do programa malicioso. Neste caso, vale verificar o endereço da mensagem, fazer uma busca na internet da instituição ou, até mesmo, procurar um telefone para ligar.  É fácil verificar que a cobrança não é pertinente.

 

Os golpes mais sofisticados confundem os usuários e os induzem ao erro. É o caso de sites de banco que são “falsificados” para facilitar a captura de dados bancários e senhas. Os bandidos utilizam a mesma identidade visual da instituição. “São os pequenos detalhes que denunciam a fraude, como uma letra fora de lugar no domínio”, exemplifica Bordini.

 

Segundo o especialista, é preciso ter um comportamento vigilante – assim como temos na proteção de nossas casas – para evitar fraudes. Ler as dicas de segurança do Internet Banking e verificar as políticas de segurança. Uma boa dica é a de que os bancos nunca pedem dados pessoais e senhas por e-mail.

 

Como o tema é extenso, Bordini vai participar de uma série de posts do blog Ser Digital, dando dicas de proteção.

 

Neste primeiro post, explicamos o que são os programas maliciosos. Na próxima semana, começamos com as dicas.

 

 

Quem é quem no crime virtual?

São várias as categorias dos programas maliciosos. Conheça algumas delas.

 

Malware – designação geral dos programas criados para contaminar e danificar computadores e outros dispositivos.

 

Vírus – alteram o funcionamento do computador infectado, além de apagar dados e capturar informações. Ficam hospedados em um sistema, utilizando-o para propagar-se.

 

Worm – mais poderoso que o vírus, o worm se replica sozinho. Não depende de um sistema para hospedá-lo e propaga-lo. Vai de uma máquina a outra e se alastra rapidamente. Durante a infestação apaga arquivos e envia documentos por e-mail.

 

Cavalos de Troia – vírus que permite acesso remoto à máquina infectada, abrindo uma porta para os criminosos virtuais entrarem e operarem o computador. Geralmente é enviado em cartões virtuais, álbuns de fotos e jogos.

 

Ransomware – torna os dados armazenados inacessíveis. Para liberar o acesso, os criminosos exigem resgate.

 

Spyware – monitora atividades de um sistema e envia as informações, sem autorização, para terceiros.

 

Pishing – arquivos que chegam por meio de mensagens não solicitadas. Muito utilizados nos golpes dos boletos e das promoções.

 

Keylogger: aplicativos que capturam o que é digitado no teclado pelo usuário, são os queridinhos dos ladrões de senha.

 

 


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One thought on “O que são programas maliciosos?”

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